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Nossa História #001 – INDÚSTRIAS MATARAZZO Blog

05
fev

Nossa História #001 – INDÚSTRIAS MATARAZZO

Em 1921, o legendário conde Francisco Matarazzo, italiano que fez fortuna em São Paulo, implantou em Iguape uma filial de suas conceituadas Indústrias Reunidas. Para gerenciar essa indústria na cidade, foi encarregado o major Francisco Firmino de Pontes Oliveira (filho do capitão de igual nome, que em Iguape exerceu a função de tabelião por várias décadas). Firmino Filho, entre outras atividades, foi vereador e capitalista.

As Indústrias Matarazzo situavam-se lá para as bandas do Valo Grande, mais precisamente na rua São Miguel, no antigo nº 5, e ainda hoje existem, bastante mal conservadas, suas instalações, destacando-se o gigantesco prédio de tijolos expostos e a alta chaminé, que domina o cenário.

As atividades da Matarazzo na cidade eram essencialmente comerciais. A filial de Iguape, em seu armazém, vendia variados produtos, tais como: sal, querosene, gasolina, farinha de trigo, sabão, velas, fósforos, sacaria, etc. Também comprava, em grande escala, tanto arroz em casca quanto beneficiado.

Possuía grande e produtivo engenho de arroz, do qual, durante muitos anos, foi encarregado o sr. Luiz Correa. Possuía também serviço próprio de navegação fluvial e marítima, de onde se destacavam o paquete “Montenegro”, durante anos comandado pelo capitão-tenente Antônio de Brito Lima, e o iate-motor “Alayde”.

Quanto aos funcionários da Matarazzo, a empresa empregava em sua maioria pessoal de Iguape. Como os auxiliares de escritório Cyro Sant’Anna, Satyro de Oliveira e o então jovem Pedro Coutinho (prefeito de Iguape, de 1948 a 1952), Appio Augusto Rocha, além de dezenas de outros que desempenhavam diversas atividades.

Em 1929, em virtude de se transferir para a Capital, o major Francisco Firmino passou o cargo de gerente da Matarazzo para Franco Manfredi, que aqui chegou no dia 25 de julho daquele ano. Contudo, Manfredi gerenciou por menos de um ano. Já em 7 de abril de 1930, chegava em Iguape, no vapor “Iraty”, Theodoro Cervone, o novo gerente da Matarazzo em Iguape.

Infelizmente, o sonho da Matarazzo em Iguape não deu certo. Atravessando então avançado processo de decadência, a cidade não conseguiu comportar uma indústria desse porte. A Matarazzo acumulou prejuízos sucessivos por uma década, até que decidiu fechar sua filial em 1935, abandonando, inclusive, todas as suas máquinas e equipamentos. Foi um duro golpe no processo de industrialização de Iguape.

Em 1939,no mesmo prédio foi instalada a famosa Indústria de Pesca “Pirá”, grande marco na industrialização da manjuba em Iguape, que funcionou até a década de 1960.

Texto: Do livro “Iguape – Nossa História” (2000), de Roberto Fortes.

Foto: Funcionários da Matarazzo, por volta do final da década de 1920.

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